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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

DUAS QUESTÕES CRISTÃS

Fundamentalmente para que presta a vida humana?


De acordo com a súmula teológica elaborada por 126 teólogos em Londres entre 1643-1648, o fim principal da vida humana é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.

O reformador João Calvino (que completa 500 anos em 2009) em 1536-1537 escreveu que na pessoa reside um certo sentido religioso, o que revela que elas foram criadas para o conhecimento da majestade do criador. Para ele, cabe às pessoas honrar a Deus com todo temor, amor e reverência. A principal ocupação humana é a busca de Deus desejando-O com todo o afeto e encontro do único repouso só nEle.

Como as pessoas descobrem o que Deus espera delas?
 
De acordo com a súmula teológica já citada, Deus deixou uma bibliografia, que deve ser consultada, para se conhecer o modo que deve ser usado para que as pessoas desfrutem de um relacionamento com o sentido dado: glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. Os teólogos do passado ressaltam que a leitura da bibliografia, isto é, as sessenta e seis cartas que compõe a Bíblia é importante, pois o conhecimento do verdadeiro Deus, de Deus mesmo, é revelado. Ele se manifesta e se dá a conhecer. Evitando-se uma adoração de sonhos e imaginações do coração.
 
É isso!
Paulo Alexandre

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

MEU NOME É ERNESTO!

Sabe qual é o significado de “Ernesto”?

Hoje muitos pais verificam o que quer dizer um nome antes de impô-lo à criança, o que é, no meu entender, uma boa medida. Nome é para sempre. Pode-se até tentar mudá-lo, mas é burocrático e dependendo da idade da pessoa não compensa, pois ele já está inscrito no coração e não simplesmente no papel. Imagine se tivéssemos que olhar para o nosso RG todas as vezes que alguém gritasse por um nome. Entretanto, não é assim.

Ernesto possui um lindo significado. É para as pessoas que querem fazer a defesa de uma causa. Pessoas que querem viver para algo devem se inteirar do significado desse nome. É um nome impactante. Estimula a busca por sentido de vida em campo de concentração, como o nosso. Os marqueteiros podiam realizar uma campanha nacional para a promoção do logos (sentido de vida). Viktor E. Frankl diz que o sentido não pode ser dado, precisa ser descoberto. Mas educar as pessoas para o sentido é possível. Muitos jovens se embrenham pela rotina de um prazer imediato através de porções químicas. Contudo, se fossem educados para o sentido, romperiam com o totalitarismo dessas substâncias químicas e aprenderiam a se perguntar: O que a vida espera de mim? E não mais: O que eu espero da vida?

Nosso mundo é conduzido pelo princípio do prazer. Busca-se realizar o que dá prazer. Porém, nem tudo é prazer nesta vida. Quem tem uma causa para ser vivida não se pergunta se dá prazer, mas se vale a pena todo o sofrimento pela causa que encampa.

Se houvesse uma educação séria para o sentido, a indústria farmacêutica perderia expressivamente na venda de psicotrópicos.

Fui instigado pelo significado do nome Ernesto. Eu encontrei um sentido em viver na luta pelo bem estar da criança. Por isso, a tempo e fora de tempo escreverei meus textos em defesa delas, darei palestras gratuitas em escola pública ou privada para pais e professores, falarei nas comunidades religiosas a esse respeito. Quero ser um Ernesto em defesa da criança. O Senhor Jesus disse: “deixai vir a mim os pequeninos, pois dos tais é o reino de Deus”.

Enfim, serei um combatente dedicado, ou seja, um Ernesto. Você também pode ser um Ernesto. Qual é a sua causa? Frankl afirma que a essência humana é pela busca de algo ou de alguém.
É isso!
Paulo Alexandre.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Tempus Fugit

Saudade palavra triste quando se perde um grande amor, ouvi tanto essa canção na infância. Saudade vem com a distância. Sente-se saudade do tempo que passou. É seguro pensar no passado imutável. Um amigo costumava contar-me, com saudade, as suas andanças pelo país. No final da década de 80 e início da de 90 ele realizava mais uma de suas aventuras. Mudança de cidade, por causa do seu trabalho. Para ele isso era um prazer indescritível. Creio que sem essas aventuras ele seria um peso morto. Entretanto, as mudanças renovavam suas forças, elas eram o seu sentido (logos), o seu algo. Amava a expectativa do novo, do que encontraria: nova casa, novo ambiente de trabalho, nova etapa acadêmica, nova vizinhança. Enfim, muitas novidades. Apesar de nem tudo ser agradável em uma mudança, que pode gerar um pouco de insegurança e ansiedade, ele gostava do friozinho na barriga da possibilidade de que algum infortúnio ou perigo pudesse acontecer. Sua busca diária era por algo, pois já tinha alguém muito especial. Do fruto da sua relação conjugal de vários anos, quatro belos filhos era sua herança. Dois meninos e duas meninas, uma escadinha de dois em dois. Mas, provações não faltam. E elas são boas, pois nas horas das dificuldades se coloca à prova a filosofia de vida que se tem nos dias alegres (Elisabeth S. Lukas, 1993). E ninguém está livre de provações. O Senhor Jesus foi provado por 40 dias no deserto. Satanás ofereceu-lhe riqueza, poder e desafiou-O em relação a sua condição de Filho de Deus. Jesus permaneceu firme, sereno e tranqüilo, mantendo nos lábios a recitação da Palavra de Deus. Os ouvidos do tentador não suportaram por muito tempo as recitações das Escrituras, que jamais voltam vazias. O ser angelical do mal fugiu. É como diz o apóstolo Pedro: resisti ao tentador e ele fugirá. José, filho de Jacó, foi provado por várias vezes e de muitas maneiras. Numa de suas provações a mulher de seu patrão o assediou sexualmente. Ele resistiu. Ao perceber que os seus argumentos não eram fortes para impedir a esposa do patrão em seu intento, ele saiu correndo, abandonou aquela cena. Como a corda sempre arrebenta do lado mais fraco, ele foi parar na prisão. Mas lá encontrou um novo sentido e começou a prosperar. É como diz Frankl (1990), a pessoa humana está à procura de sentido em algo ou alguém, que não seja ela própria. Não há nada de errado em ser provado. O erro está em ceder à provação. Quem cede mancha a filosofia de dias alegres. Quem nos dias alegres proclama que vai viver na alegria e na tristeza com o seu amor, confirmará a força de suas palavras quando for acometido pelas dificuldades. Há quem tenha coragem de dizer nos dias alegres: Custe o que custar vou fazer a minha amada feliz e terei como efeito colateral a felicidade. Entretanto, nos dias felizes se fala muita coisa. Mas no dia em que a dificuldade bate à porta a filosofia de vida dos dias alegres é provada. O noivo, no altar embalado pela emoção do momento, diz belas palavras para a noiva, diante de todas as testemunhas. Palavras que serão provadas no cotidiano da vida a dois, enquanto se come um quilo de sal juntos. No caso do meu amigo, a vida havia preparado para ele uma inesperada provação. Diante dela, ele teve de se perguntar: “O que a vida espera de mim[1]” diante dessa prova?

Paulo Alexandre
[1] Viktor E. Frankl.
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